AS NOVIDADES

NOSSA DELICIAS NUNCA ACABAM - OUR DELIGHTS NEVER FINISH

O QUE VOCÊ VAI VER AQUI - WHAT YOU WILL SEE HERE

fotos maravilhosas

TRADUTORES

English French German Spain Italian Dutch
Russian Portuguese Japanese Korean Arabic Chinese Simplified
By Ferramentas Blog
Mostrando postagens com marcador DELÍCIAS. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador DELÍCIAS. Mostrar todas as postagens

sábado, 19 de junho de 2010

Passarela da Dolce e Gabbana tem desfile de 'tanquinhos'


Modelos exibem abdômens sarados em Milão.

Do EGO, no Rio

Tamanho da letra

Diz uma coisa: com modelos lindos desse jeito, com abdômens "tanquinhos", alguém vai ligar para o que eles estão vestindo? Bom, mas para os apreciadores da moda, a Dolce e Gabbana mostrou sua novela coleção em desfile em Milão, na Itália, neste sábado, 19.

. Veja mais sobre moda

AFP /AFP

Modelos no desfile da Dolce e Gabbana, em Milão, na Itália, neste sábado, 19

segunda-feira, 24 de maio de 2010

“Os gays querem privilégios”, diz líder do DEM

Vereador criação de Centro de Informações Turísticas (CIT) para gays e diz que um prefeito “tem que governar para todos"

Lecticia Maggi, iG São Paulo


O vereador Carlos Apolinário (DEM) não se importa em causar polêmica e nem em se indispor com o prefeito Gilberto Kassab (DEM). Em menos de dois meses, é a segunda vez que o líder do partido na Câmara dos Vereadores se posiciona contra ações voltadas para homossexuais aopiadas pela prefeitura de São Paulo. Em 23 de março, Apolinário apresentou um projeto de lei para vetar a realização da 14ª Parada do Orgulho LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) na avenida Paulista, dias depois da passeata ser confirmada para o dia 6 de junho. “A CUT e a Marcha para Jesus foram tiradas da Paulista porque o Ministério Público entende que ali não é um local para grandes reuniões. É um corredor que leva a diversos hospitais. Agora, gay é uma categoria que deve ter direitos que os outros não têm?”, critica, em entrevista ao iG.

Foto: ReutersAmpliar

Questões homossexuais são polêmica em São Paulo

Na última quarta-feira, Apolinário voltou a provocar indignação entre gays ao criticar a criação do Centro de Informações Turísticas (CIT) para homossexuais no local conhecido como Casarão Brasil, um centro da comunidade LGBT localizado na rua Frei Caneca, 1057, no centro da capital paulista.

Inaugurado no dia 17 de abril, Dia Internacional da Luta Contra a Homofobia, o centro é a primeira iniciativa do tipo no País e feita em parceria entre a São Paulo Turismo (SPTuris), o São Paulo Convention & Visitors Bureau (SPCVB), a Coordenadoria de Assuntos de Diversidade Sexual (Cads) e a Associação Brasileira de Turismo para Gays Lésbicas e Simpatizantes (Abrat-GLS).

“Se os homossexuais e a ONG instalada lá quisessem fazer um centro de referência por conta própria é um direito deles. Agora, a Prefeitura não pode assumir um espaço dando privilégio a uma atividade. É a mesma coisa que criar um centro de informações só sobre evangélicos ou macumba”, afirma ele, que é integrante da Igreja Assembleia de Deus e o mais influente da bancada dos vereadores evangélicos na Câmara.

O presidente da organização da Parada Gay, Alexandre Santos, chegou a dizer que havia sinais de homofobia na fala do vereador e que ele não enxergava os avanços conquistados pela categoria. Apolinário nega ser homofóbico: “meu cabeleireiro é gay, um amor de pessoa. Quando chego ao salão, ele me beija no rosto”. O vereador, no entanto, defende que o Centro de Informações deveria atender a todos. “Pode ter informações para o público gay, mas quem quiser saber sobre museus ou outros pontos turísticos também deveria ir ali”.

Lucro colorido

Para a Prefeitura, o público gay é rentável e não pode ser ignorado. Não há dados sobre quantos turistas LGBT vêm por ano a São Paulo, mas somente na Parada Gay de 2009, segundo dados da São Paulo Turismo (SPTuris), eles movimentaram cerca de R$ 189 milhões na economia do município. Pelo menos 400 mil pessoas eram de fora da cidade de São Paulo, o que fez com que os hotéis da região da avenida paulista atingissem 70% de ocupação.

Segundo a SPTuris, a expectativa é que a Parada Gay deste ano injete R$ 196 milhões na cidade. “São Paulo é a cidade que mais recebe turistas no País. E para manter tal índice, nosso objetivo é cada vez mais personalizar o atendimento”, afirma o presidente da São Paulo Turismo (SPTuris), Caio Luiz de Carvalho, destacando que cada vez mais os destinos querem atrair o turista gay. “Ele é sofisticado, apreciador da cultura e das compras e um dos que mais gasta. E São Paulo já é naturalmente a cidade da diversidade”, afirma.

Atualmente, há na cidade de São Paulo apenas outros seis centros turísticos, segundo a SPTuris, e dois que funcionam conforme a realização de alguns eventos específicos. Isso reforça, para Apolinário, a necessidade de locais de informação que atendam toda a população e não um público específico.

Apolinário e o prefeito

Além de ter mantido a Parada Gay na avenida Paulista, Gilberto Kassab assinou uma portaria que autoriza os órgãos municipais a colocarem nos crachás e formulários os nomes adotados por travestis e transexuais. Questionado se não tem medo de se indispor com o prefeito, quem vem adotando políticas pró gays, Apolinário é categórico: “todos os projetos do prefeito eu defendo e voto a favor. Respeito e trabalho por ele, mas não abro mão daquilo que penso. Ele tem direito de fazer e eu de discordar. Eu não tenho homofobia, convivo bem com gays. O que discuto são os privilégios que eles querem ter”.

  • •

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Modelo brasileiro André Ziehe ameaça processar Lady Gaga


Modelo brasileiro ameaça processar Lady Gaga. A suposta capa do novo single de Lady Gaga, "Alejandro", que circula pela internet e tem o modelo André Ziehe segurando a cantora no colo, nua, está causando polêmica na agência do brasileiro, a TEN Models.

A foto, publicada em vários sites como sendo a oficial do single é uma montagem. André nunca viu GaGa na vida. E também não assinou autorização de uso de imagem.

O modelo afirma que se a capa que circula na internet for de fato verdadeira vai entrar com processo por uso indevido de imagem. André é um dos modelos brasileiros mais bem sucedidos no exterior e dono de um dos abdomens mais elogiados do mercado.


segunda-feira, 17 de maio de 2010

UMA DESSAS FESTINHAS QUE AGENTE VAI NO FIM DE SEMANA

EU E MEU NAMORADO RESOLVEMOS MOSTRAR AO PÚBLICO O QUE ROLA EM CASA EM UMA RAVE QUE NÓS FOMOS.FIZEMOS TUDO ALI AO VIVO E A CORES.FOI MARA...

domingo, 16 de maio de 2010

AMIGOS TATUADOS NO BANHO

DOIS AMIGOS CHEGAM DA NOITADA E RESOLVEM TOMAR UM BANHO QUENTINHO E GOSTOSO.OS DOIS MACHOS TATUADOS TROCAM CARÍCIAS E LAVAM ATÉ O QUE NÃO ESTA SUJO.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Bento XVI ataca divórcio, aborto e casamento gay



O discurso papal desta quinta-feira, em Fátima, não escondeu a oposição do Vaticano às leis aprovadas em Portugal e atraiu críticas de vários sectores.
No discurso aos membros das organizações da Pastoral Social, Bento XVI deixou para o fim a mensagem política que quis trazer a Portugal de apoio aos movimentos pela recriminalização do aborto, exprimindo o seu "apreço a todas aquelas iniciativas sociais e pastorais que procuram lutar contra os mecanismos sócio-económicos e culturais que levam ao aborto e que têm em vista a defesa da vida".

Em seguida veio o apoio às iniciativas em defesa da concepção de família "fundada sobre o matrimónio indissolúvel de um homem com uma mulher", que no entender de Bento XVI, "ajudam a responder a alguns dos mais insidiosos e perigosos desafios que hoje se colocam ao bem comum".

As palavras de Bento XVI contra a despenalização da IVG motivaram o comentário da ministra da Saúde, presente neste encontro onde as frases do Papa contra o aborto, o divórcio e o casamento homossexual foram aplaudidas por cerca de 9 mil pessoas. "Nós respeitamos a posição da Igreja, mas não é a nossa", afirmou Ana Jorge, acrescentando que "a defesa da vida, enquanto profissionais de saúde, todos nós fazemos e defendemos. No entanto, temos de considerar que há um direito à escolha". Já sobre a questão do casamento entre pessoas do mesmo sexo, a ministra disse apenas que "um casamento civil não é um casamento religioso", recusando-se a fazer mais comentários.

A União das Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR) lamentou "que o papa continue no caminho de ostracização dos direitos das mulheres e das pessoas com orientação sexual diferente e que inverta os seus próprios objectivos de paz e harmonia". Maria José Magalhães, presidente da organização, defendeu que "impedir o direito ao aborto e o casamento entre pessoas do mesmo sexo é um obstáculo ao desenvolvimento, à harmonia e à felicidade".

Esta quarta-feira, a UMAR viu ser apreendidos pela ASAE todos os exemplares de um jornal distribuído na baixa de Lisboa na véspera, contendo "notícias fictícias de um mundo considerado ideal pela organização", com títulos como "Mulheres vão poder ser padres", "Perdão da dívida externa do Haiti" ou "Fim das propinas anunciado para 2011".

O nome do jornal - "i diário" - e o facto de "tomar várias posições contrarias à igreja católica em geral e de Sua Santidade o Papa Bento XVI" foram os argumentos usados pela empresa Sojormédia Capital SA – proprietária do jornal "i" – para avançar com uma queixa-crime por imitação e uso ilegal de marca que levou à apreensão dos exemplares que não chegaram a ser distribuídos no Porto, como previsto.

A UMAR diz-se "chocada e surpresa" pela queixa-crime, uma vez que o objectivo era "criar uma possibilidade de pensar sobre a estrutura e a hierarquia da igreja e vários outros conteúdos", afirmou Salomé Coelho à agência Lusa.

"O processo encontra-se em andamento, mas a associação está já a alterar o título do documento para “ideário” (trocadilho subentendido no anterior título), a fim de disseminar, massivamente, o documento e as suas mensagens", diz ainda a UMAR em comunicado, que agenda para o dia 20 de Maio a Tertúlia “Mundos ideiais censurados: Feminismos e Religiões”, em local a confirmar.

sábado, 8 de maio de 2010

Adoção gay é tema de musical em Nova York


Cena do musical 'The Kid' / New York Times

NOVA YORK - Quando o libretista Michael Zam leu "The kid", livro de 1999 sobre um casal gay que decide adotar uma criança, ele teve a certeza de que queria adaptar a história para um musical. Ele amou o tom cruel e politicamente incorreto do autor, o colunista Dan Savage, e o franco retrato do sonho de um homem gay em constituir uma família. Mas em vez de fazer apenas uma adaptação, Zam transformou a ideia em um grande projeto porque percebeu que demoraria para arrancar um show de sucesso do livro.

Entre os desafios de fazer uma versão musical de "The kid", que estreia no circuito off-Broadway no próximo domingo, foi adicionar tensão e intrigas em uma história de adoção gay que era, no livro, engraçada e tocante. A maior parte dos conflitos e raiva no livro se passam na cabeça do personagem principal: como dramatizar isso? E, se a jornada de um casal gay para adotar um bebê era novidade em 1999, estaria datada uma década depois?

"Nós tentamos criar um musical que fosse fiel às experiências de Dan Savage e seu parceiro, Terry, capturando a essência de quem eles eram, sem impor nossa trama e músicas à vida deles", disse Zam. "Foi animador criar um show em torno de uma pessoa que não é seu modelo de personagem, um que pensa em seus pontos fracos, e admitir que todas essas emoções poderosas poderiam se transformar em canções poderosas", completou.

Um dos maiores desafios dos autores do musical foi tratar da política americana para a adoção gay. "Uma das melhores coisas do livro é que ele é político sem ser político, é a história de dois caras criando uma família sem ter que enfiar as políticas dessa experiência goela abaixo da audiência americana", elogiou Scott Eliott, diretor do musical. "Nós estávamos cientes do quão delicado era transformar um livro popular em uma peça de teatro", completou.

Para dar vida a "The kid", Zam e seus parceiros criativos, o compositor Andy Monroe e o letris Jack Lechner, começaram os trabalhos em 2005 com uma questão central: "o que os personagens precisam cantar?". A resposta veio rapidamente, segundo Lechner, devido à prosa sincera sobre ter um filho escrita por Savage. "Um musical precisa de um grande protagonista com um grande desejo - uma esperança ou uma meta que seja tão devastadora que o protagonista sinta vontade de cantar sobre isso", disse Lechner.

flashvars="autostart=false"

pluginspage="http://www.adobe.com/shockwave/download/download.cgi?P1_Prod_Version=ShockwaveFlash"

type="application/x-shockwave-flash" height="344" width="434" />



quarta-feira, 5 de maio de 2010

Lady Gaga tem crise de pânico antes de apresentação




RIO - Durante o baile de gala no Metropolitan Museu em Nova York, na última segunda-feira, Lady Gaga precisou da ajuda de Oprah Winfrey para sair de seu camarim. O motivo? Medo do público. Antes de sua performance, a cantora de "Telephone" se escondeu fugindo da plateia formada por 700 VIPs, entre eles a atriz Anne Hathaway, a top Gisele Bündchen e a cantora Taylor Swift. Foi Oprah, com seu jeitão conciliador, que ajudou Gaga a se acalmar.

Segundo uma fonte do jornal "New York Post", a cantora não queria sair do camarim de jeito nenhum. "Amigos tentaram, o executivo da Warner Music, Lyor Cohen tentou. Todos sem sucesso. Até o artista-plástico Terence Koh falou com ela ao telefone, o que ajudou. Koh e Oprah foram os que finalmente que a convenceram a sair", contou.

Veja fotos do desfile de famosos no baile do Met
Após se recuperar e fazer seu show, a cantora disse, cheia de ironia: "Eu nunca vou me esquecer de quando Anna Wintour me ligou para tocar em seu evento. Ela me ligou e disse: 'eu gostaria que você tocasse no baile de gala do Met, mas eu quero ter certeza, já que eu já vi sua performance antes, que você não vai xingar durante a apresentação'. Então, Anna, eu vou fazer a p**** do meu melhor".

IGREJA EVANGÉLICA DA ITÁLIA ESTUDARÁ ABENÇOAR UNIÃO HOMOSSEXUAL

ROMA, 5 MAI (ANSA) - A Igreja Evangélica Luterana da Itália (Celi, na sigla em italiano) assinalou que poderia começar a abençoar uniões homossexuais, durante a assembleia anual de seu Sínodo, encerrada hoje.
Esta é a primeira vez que uma instituição religiosa cristã do país europeu aventa a hipótese. Ela será analisada por uma comissão de estudos "que produza uma relação sobre a possibilidade de bênçãos a uniões de vida, inclusive homossexuais".
Tais "bênçãos", assinalaram os luteranos em uma nota, "no entanto, não podem e não devem ser confundidas com a hipótese de uma celebração nupcial".
O decano da Celi, Holger Milkau, se disse satisfeito de sua reeleição ao cargo coincidir com "uma decisão em um certo sentido histórica para a Itália, tal como o início de um percurso, pela primeira vez da parte de uma igreja, que poderá levar à aprovação da bênção das uniões de vida diferentes da família clássica".
"Um caminho difícil, mas para ser confrontado com serenidade e coragem e no qual conciliar os aspectos pastorais e humanos", acrescentou o evangélico.
De acordo com a nota da Celi, o lançamento da comissão nasceu "da experiência pastoral que leva cotidianamente ao contato com novas e diversas formas de convivência".
"Cada igreja deve assistir e apoiar as pessoas, também nas suas situações mais difíceis, e contribuir para a superação de qualquer possível forma de discriminação social, marginalização e isolamento", continuou a entidade.
A comissão "não deverá estabelecer se é favorável ou não a formas de convivência não tradicionais ou às uniões homossexuais, mas simplesmente trabalhará para compreender como fazer para acolher e respeitar realmente todos, mesmo quem é diferente da maioria", explicou Milkau.
"Se o casamento, com seu valor peculiar na tradição cristã, não é equiparável a outras formas de convivência, a Igreja Luterana entende legítimo que pessoas que vivem um sentimento de amor desejam valorizá-lo com a bênção de Deus, que não seria portanto uma afirmação ética, mas pastoral-religiosa", completou o decano.
Segundo o religioso, "no centro da convicção evangélica do luteranismo está a escuta da palavra justificante de Deus e o reconhecimento recíproco de quem vive percursos de vida diferentes".
Cerca de 82% da população da Itália é cristã, sendo que destes, 96,6% são católicos. É na capital do país, Roma, que se encontra a Santa Sé -- sede da Igreja Católica --, que tem como uma de seus mais enraizados princípios a não aceitação da união entre pessoas do mesmo sexo. (ANSA)


terça-feira, 4 de maio de 2010

Parada Gay reúne cerca de 30 mil em Sobral

Sobral Neste ano, uma das novidades da 2ª Parada Gay de Sobral, realizada nesse sábado, foi a boa presença de público, 30 mil pessoas, superando a expectativa inicial, que era de 15 mil. A estimativa foi dada por Adonias Filho, um dos responsáveis pela organização da Parada do Orgulho LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) do município.

A confirmação antecipada do Arco do Triunfo como palco para a festa, apesar dos protestos, contribuiu para um melhor planejamento do evento, favorecendo o trabalho de divulgação desse segmento.

Hotéis, restaurantes, bares, boates e outros estabelecimentos, que atendem àqueles que costumam participar desse tipo de atividade, confirmaram a boa presença de público. Um dos fatores que contribuíram para a expressiva participação foi a previsão de que o dia seria de temperatura amena, sem possibilidade de chuva, ao contrário do que aconteceu no ano passado, quando choveu forte durante o desfile.

No percurso de mais de dois quilômetros, uma multidão colorida se posicionou com veemência contra o preconceito e em prol da observância de direitos garantidos na Constituição do País a todos os cidadãos, mas negados, na prática, há muitos anos, para alguns segmentos da sociedade brasileira.

Sem brigas

Como ocorreu no ano anterior, nesta edição também não houve registro de brigas e prisões. A 2ª Parada Gay de Sobral contou com o apoio de duas bandas de forrós, trio elétrico, tenda eletrônica e a presença de Lena Oxa, que participa do Programa Manias de Você, na TV Diário, com o quadro "Tribos GLS".

A concentração aconteceu na Praça do Teatro São João, por volta das 16 horas. A Guarda Civil Municipal, antecipadamente, fechou todas as ruas de acesso à Parada, garantindo assim a segurança dos brincantes.

Um pequeno tumulto, contudo, foi registrado quando o trio elétrico passava pela avenida em direção ao Arco do Triunfo. Pais e mães com crianças de colo enfrentaram empurra-empurra no momento em que muitas pessoas tentavam ultrapassar a barreira e chegar à área destinada à realização do desfile. Policiais militares e seguranças particulares foram obrigados a reforçar a barreira que separava o público do espaço reservado à organização.

A festa varou a madrugada, e muitos dos brincantes, ainda na manhã de domingo, eram vistos pelas ruas da cidade em clima de muita alegria.
flashvars="autostart=false"
pluginspage="http://www.adobe.com/shockwave/download/download.cgi?P1_Prod_Version=ShockwaveFlash"
type="application/x-shockwave-flash" height="344" width="434" />

domingo, 2 de maio de 2010

Conversamos com Marta Dalla Chiesa, embaixadora do turismo gay no Brasil
Em entrevista, representante da IGLTA fala dos desafios do Brasil no mercado turístico assumido

Reprodução

Marta Dalla Chiesa:  Turismo GLS tem relação com a visibilidade e direitos LGBT

Marta Dalla Chiesa: Turismo GLS tem relação
com a visibilidade e direitos LGBT









A Associação Internacional de Turismo Gay & Lésbico - IGLTA anunciou recentemente o nome de sua nova embaixadora para o Brasil. Marta Dalla Chiesa, sócia-diretora da operadora Brazil Ecojourneys, assume o posto que era de Clóvis Casemiro e fica responsável por supervisionar as ações da entidade em terras brasileiras.

A gaúcha, que começou a trabalhar com turismo nos anos 90 durante uma temporada em Londres, sentiu vontade de voltar ao Brasil e atuar com visitantes estrageiros. Ela veio e sua companheira Lesley Cushing veio junto. Juntas ela abriram em Florianópolis a Brazil Ecojourneys, agência mais que gay-friendly especializada em ecoturismo e roteiros de aventura.

Atuando no preparo para que a capital catarinense receba a convenção anual da IGLTA em 2012, Marta bateu um papo com o Mix sobre a atual situação do turismo LGBT no Brasil e atividades da Associação. Leia:

Como você começou seu envolvimento com turismo LGBT?
Junto com minha companheira inglesa montei a Brazil Ecojourneys em Florianópolis em 2003. Escolhi especificamente focar no sul do Brasil pois ninguém vendia esta região lá fora naquela época. Foi então que começou nosso envolvimento com o turismo GLS. Com a nossa história pessoal e por trabalharmos essencialmente com mercados muito liberais em relação a questão LGBT, como o norte-americano e o europeu, era óbvio que tínhamos que ser gay-friendly. Então selecionamos fornecedores e criamos nossos produtos já com esta premissa desde o início. Efetivamente nos tornamos a 1ª operadora incoming no sul abertamente gay-owned e gay-friendly. A partir daí fomos nos aproximando de parceiros e associações que lidavam com este segmento, como a ABRAT GLS e a IGLTA.

Quais os maiores desafios do turismo gay no Brasil?
O turismo GLS tem uma direta relação com a visibilidade de gays e lésbicas e com direitos LGBT. Ele surgiu no Brasil conforme fomos “saindo do armário” e nos fortalecendo como comunidade. Então, quanto mais friendly o Brasil se tornar, mais turismo GLS teremos. Por isso ainda podemos esperar por um crescimento muito forte, pois caminhamos, ainda que a passos muito lentos, na direção de direitos plenos como ocorre em todo o mundo. Acho que o desafio a curto prazo é ainda a desmistificação do segmento e a capacitação do trade turístico em geral para realmente receber bem a gays e lésbicas. Isto já esta acontecendo - temos tido cada vez mais interesse no trade do segmento. Em nível internacional o desafio será, como em outros segmentos, uma boa promoção do Brasil como destino GLS. Felizmente o Governo Federal está mostrando interesse e este novo acordo de parceria da ABRAT GLS com a EMBRATUR será um passo gigantesco neste sentido. A IGLTA é parceira da ABRAT GLS e vai dar todo o apoio ao nosso alcance.

Como você classificaria a visão que o turista homossexual de outros países tem do Brasil?
O Brasil é um pais mágico na imaginação de todo o turista e isto não é diferente para o turista gay. Eu participo muito de feiras internacionais e o que mais ouço das pessoas é que sonham um dia em vir ao Brasil. A imagem é ainda de sol e praias lindas, baladas e um povo receptivo, porque foi assim que o Brasil sempre foi vendido. Mas a cada dia o mercado gay e lésbico internacional se diversifica e se sofistica mais. Podemos também oferecer para o turista gay natureza, ecoturismo, cultura e até resorts para lua-de-mel.

Quais atividades da IGLTA estão em andamento no Brasil?
O nosso principal papel é auxiliar nossos associados a serem bem sucedidos neste mercado. Então, vamos tentar aproximar os nossos atuais membros para que se beneficiem mais da Associação. Neste sentido, esperamos ter alguns encontros regionais ao longo do ano para aumentar o networking interno dos associados da IGLTA no Brasil. Como mencionei estamos nos aproximando bastante da ABRAT GLS. Já somos apoiadores da CIT GLS em São Paulo e no 2º semestre estaremos juntos promovendo o Fórum Internacional de Turismo da ABRAT GLS no Rio de Janeiro e também no Salão de Turismo GLS do Festival de Turismo de Gramado.

Florianópolis será sede da convenção internacional da ILGTA em 2012. Como a cidade está se preparando para o evento?
Florianópolis já está trabalhando neste sentido já há alguns anos. Houve encontros de turismo LGBT, workshops de capacitação pela ABRAT GLS e Ministério de Turismo, além do próprio Simpósio da IGLTA no ano passado, realizado por um trabalho conjunto de varias entidades do setor turístico local. Inclusive a escolha da cidade pela IGLTA foi um reconhecimento deste esforço. Mas com certeza, o trade turístico vai se profissionalizar ainda mais até lá. A IGLTA também vai estar presente neste período dando consultoria e fazendo visitas técnicas para que o evento seja um sucesso. Este sucesso será fundamental para a imagem do turismo GLS brasileiro no mercado internacional, portanto vamos todos trabalhar muito neste sentido.


Beijo gay eleva a audiência de novela argentina



SILVANA ARANTES
de Buenos Aires

E veio aquele beijo! Foi depois que Lalo (Ezequiel Castaño), revelação do futebol argentino, teve uma crise de angústia ao imaginar que o temperamento explosivo, o histórico de encrencas e a tumultuada relação com Giselle (Florencia Peña) fariam recair sobre ele a suspeita do assassinato dela.

Pior. Lalo acha que ninguém se importa com sua sorte. O veterano craque da bola "Flaco" Rivero (Cristian Sancho) quis demonstrar que se importa. Muito! Com ingredientes de trama policial movida pela dúvida "Quem matou Giselle?", a novela "Botineras" (marias-chuteira) exibiu o beijo gay que causou "frisson" entre noveleiros argentinos.

Divulgação
"Flaco" (Cristian Sancho) e Lalo (Ezequiel Castaño) se beijam em cena da trama argentina triunfante
"Flaco" (Cristian Sancho) e Lalo (Ezequiel Castaño) se beijam em cena da trama argentina triunfante

Castaño e Sancho, atores héteros e famosos, tornaram-se figurinhas constantes nas capas de revistas e nos programas da tarde na televisão. Desde o início do romance entre os jogadores, a audiência de "Botineras" cresce, conforme medição dada à Folha pelo Ibope.

Com a evidência do interesse do público, o folhetim, que tem apenas dois capítulos gravados de frente em relação ao que está no ar, destacou as cenas de amor de Lalo e "Flaco".

A primeira transa começou com um desvestindo o outro e terminou com a câmera captando do alto a imagem deles nus, abraçados na cama. "Parti do princípio de que um gay é um homem. Evitei amaneiramentos. Se caíssemos no clichê, a história de amor não seria vista com respeito", diz Sancho, que também é modelo de campanhas de roupa íntima.

Castaño, 28, é um rosto conhecido na TV há 15 anos, desde que começou a atuar em "Chiquititas". "Com Lalo, tenho a oportunidade de mostrar muito do que aprendi como ator ao longo desse tempo."

Nesta altura da trama, "Flaco" vive o conflito de querer amar Lalo sem machucar a linda mulher e os dois filhos.
Não se sabe o fim da história. "Mas acho que 'Flaco' vai hastear cada vez mais essa bandeira emocional de honestidade com seus sentimentos e sua sexualidade", diz Sancho. Ou seja, "Botineras" vai seguir ao ritmo de "bésame mucho más"


sábado, 1 de maio de 2010

Transsexual interrompe ministro José Gomes Temporão em entrevista


Quase dois anos depois de publicar uma portaria para autorizar o Sistema Único de Saúde (SUS) a realizar cirurgias de readequação sexual, conhecidas como mudança de sexo, o Ministério da Saúde atendeu apenas 27 pessoas, sendo 12 no Rio Grande do Sul, dez no Rio de Janeiro e cinco em Goiás. Todos os contemplados foram homens submetidos a procedimentos para se tornarem mulheres. O baixo número e a não inclusão das pessoas do sexo feminino que desejam passar para o sexo masculino revoltaram Silvio Lucio Nóbrega. Denominado homem trans, mulher que assume a condição de homem, ele interrompeu a entrevista que o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, concedia ontem durante o lançamento de uma campanha de combate ao preconceito contra travestis, e cobrou do representante do governo federal mais atenção aos transexuais.


Funcionário público da pequena Pacatuba (CE), Silvio, 46 anos, relatou ao ministro que o segmento é maltratado e que a rede pública de saúde não está preparada para a realização de cirurgias de mudança de sexo. “Estive aqui em Brasília, em 2008, durante a I Conferência Nacional de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais e o senhor assinou uma portaria autorizando o SUS a pagar as cirurgias. Mas, na prática, não atende”, questionou. Temporão tentou sair da saia justa respondendo a uma pergunta anterior. “Vamos ter que corrigir os problemas enfrentados pelos travestis nos serviços de saúde pública. Os profissionais devem chamá-los pelos nomes sociais e não pelos de registro.”

Silvio luta há dois anos para que o SUS pague sua cirurgia de readequação sexual. “A portaria não proíbe a realização do procedimentos em mulheres que querem se transformar em homens, mas também não deixa clara essa possibilidade”, lamenta. (RC)

Do preconceito à promoção do direito


Enquanto texto atribuído a universitários prega violência contra colegas gays, o STJ reconhece a legalidade de adoção por casal de lésbicas do RS

O amor homoafetivo esteve no centro de duas atitudes radicalmente opostas em termos éticos e de respeito aos direitos humanos. De um lado, radicada no que há de mais brutal e retrógrado, uma publicação - atribuída a universitários, mas divulgada, na internet, no mais estrito anonimato dos autores - incitava à violência contra os gays, sem meios-termos. De outro, amparada na ética e voltada para o avanço histórico, decisão inédita em nível federal, do Supremo Tribunal de Justiça (STJ), reconhecia a legalidade da adoção de crianças por casal homossexual de Bagé (RS).

A grosseria do assim chamado "jornal" indica mais que conservadorismo. Ao relembrar seus leitores de fato vivido anteriormente, em festa na mesma faculdade, que envolveu violência contra estudantes gays, os autores do texto sinalizam o caráter reincidente da proposta de agressão para lidar com o que é alvo de seu preconceito.

Gordon Allport, autor do clássico A Natureza do Preconceito, há mais de 50 anos já ensinava a complexidade dos mecanismos de discriminação, alertando ser difícil que diferentes casos, verificados na sociedade, possam ser explicados por uma única teoria. Quando o preconceito se expressa em agressão, pode haver uma frustração que foi deslocada de seu objeto em direção a quem é agredido. Ou se poderia dizer que foi aplicada a teoria do bode expiatório sobre um grupo estigmatizado. Ou, ainda, poderia ser a evasão de um eventual sentimento de culpa, por projeção. Sem contar as dificuldades em lidar com a própria sexualidade, outra hipótese que tem sido aventada em casos de homofobia como esse e que, segundo Allport, pode estar na base de diversos tipos de preconceito.

O que ensina, então, Allport é que, além de não ser fácil utilizar uma única teoria explicativa, é relevante lembrar que os mesmos sentimentos que podem direcionar um comportamento preconceituoso, eventualmente raivoso e violento, podem também encontrar encaminhamento apropriado e construtivo. Que alguém tenha frustrações não justifica a agressão, por exemplo, porque saber lidar com as frustrações, sem a elas sucumbir, é ligado ao desenvolvimento humano. Compreender os próprios preconceitos e transformá-los, sem direcioná-los como discriminação a terceiros, é próprio da formação da dignidade humana, na qual não há espaço para "bodes expiatórios". Compreender e assumir suas responsabilidades, mais do que penalizar-se por eventuais culpas, sinaliza o comportamento ético. Finalmente, estar em acordo com a própria sexualidade é um dos esteios da felicidade humana. Ou seja, buscar compreender os mecanismos de discriminação não pode envolver a justificação de atitudes de insulto, agressão e violência.

Tanto a imediata resposta do centro acadêmico, repudiando o gesto discriminatório e violento, quanto a da direção da faculdade, prontamente instaurando inquérito administrativo, são importantes para evitar que se dissemine a agressão homofóbica, interna ou externamente à instituição envolvida.

Já os próprios autores voltaram a se manifestar, outra vez de forma anônima, dizendo que sua publicação seria de "humor escrachado", sem intenção de "divulgar mensagens homofóbicas" ou de (em suas palavras) "insultar a violência". O erro crasso não é um detalhe: indica que, embora universitários, ao não saber a diferença entre "incitar à violência" e "insultar a violência", são incapazes também de discernir entre sua própria limitação de compreensão e de inserção social e política e o que pretendem que seja "humor", às custas de ofensiva promoção da violência contra cidadãos e cidadãs de um Estado laico, que têm o direito constitucional ao respeito, sem nenhuma discriminação.

É no âmbito dos direitos constitucionais que a decisão do STJ vem atender a pendência antiga, não apenas amparando uma família constituída por um casal de mães lésbicas e seus filhos adotivos, mas colaborando também para combater o preconceito no campo social, pelo reconhecimento de uma união que, mais que sociedade de fato, é sociedade de afeto (como elaborado pela advogada e desembargadora aposentada do TJ-RS Maria Berenice Dias). E, na decisão do STF, passa a ser, também, sociedade de direito, no reconhecimento da adoção homoparental, que se faz em prol do sentido daquela família e no interesse daquelas crianças.

Mais ainda, o combate efetivo ao preconceito, que essa medida representa, é gesto em favor da democracia, que beneficia toda a cidadania, independentemente de orientação sexual ou identidade de gênero.

Como Theodor Adorno apurou em suas pesquisas sobre personalidade autoritária, quem acolhe o totalitarismo e o autoritarismo de todos os matizes, e assim fragiliza a democracia, são as mesmas pessoas que rejeitam a existência da diferença como fato entre todos os seres humanos (e não do "diferente", essa categoria que a todos atinge, a depender do ponto de mirada).

No caso da agressão, não se sabe ainda qual será o desdobramento do inquérito instaurado pela Polícia Civil, a pedido da Defensoria Pública, aplicando lei estadual que multa quem comete homofobia. Mas talvez uma sugestão seja que, em vez de se aplicar uma multa pecuniária, os autores da agressão tenham de cumprir serviços junto a entidades que defendem direitos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transgêneros, forma de receberem a educação que, seja qual for a razão, a escola formal não conseguiu lhes oferecer.

* Roseli Fischmann, professora do programa de pós-graduação em educação da USP, coordena o Núcleo de Educação em Direitos Humanos da Faculdade de Humanidades e Direito da Universidade Metodista de São Paulo e é Expert UNESCO para a Coalizão de Cidades contra o Racismo e a Discriminação