THE WILLIAN'S BLOG BUILDING A REFERENCE FOR THE WORLD LGBT
AS NOVIDADES
NOSSA DELICIAS NUNCA ACABAM - OUR DELIGHTS NEVER FINISH
O QUE VOCÊ VAI VER AQUI - WHAT YOU WILL SEE HERE
fotos maravilhosas
TRADUTORES
domingo, 26 de dezembro de 2010
sábado, 29 de maio de 2010
Militares americanos vão poder assumir homossexualidade

O tabu homossexual nas Forças Armadas americanas aproxima-se do fim. A câmara dos representantes votou o fim da lei que impedia os militares homossexuais de assumirem publicamente a sua orientação sexual. 234 representantes aprovaram a emenda, 194 votaram contra. A comissão de defesa do Senado também aprovou a modificação da lei.
Antes de se proceder ao escrutínio, teve a palavra o primeiro veterano da guerra no Iraque a sentar-se no Congresso americano, Patrick Murphy, Democrata: “Quando servi em Bagdade, na minha unidade não nos importávamos se um colega era gay ou não. O que nos importava era saber se era capaz de disparar uma metralhadora ou de desempenhar a sua missão quando uma secção era atacada. Com os nossos militares a travarem duas guerras, por que razão vamos nós dizer a mais de 13.500 americanos capazes que não vamos precisar dos seus serviços?”
O fim da discriminação sexual nas Forças Armadas foi uma das bandeiras eleitorais de Barack Obama.
Mas até à conclusão do processo legislativo o caminho ainda vai ser longo
Site MIX Brasil destaca exposição do arco-íris do orgulho LGBT no Conjunto Nacional

|
quarta-feira, 26 de maio de 2010
Travesti reconhece lutador apontado como assassino
O estudante de direito e lutador de jiu-jítsu Leonardo Loeser de Oliveira, de 27 anos, foi reconhecido por colegas do travesti Taira, assassinado após um programa no sábado. Um travesti que trabalha no mesmo local em que Taira ficava na Lapa diz ter estado com o lutador poucas horas antes num hotel do bairro. Ele contou que Leonardo apresentava um comportamento que destoa da maioria dos clientes.
— Ele estava paranoico. Ficava olhando pela fresta debaixo da porta porque achava que alguém podia estar vendo a gente — disse o travesti, que preferiu não se identificar.
Segundo ele, o lutador consumiu cocaína e crack no quarto. Em seguida, saiu novamente pela Lapa e decidiu ficar com Taira. Foram para o mesmo hotel e, segundo os colegas do travesti assassinado, Leonardo teria dito que estava sem dinheiro e que passaria em casa para buscar. O travesti o acompanhou e acabou morto. Taira, que seria de Itabuna, na Bahia, estava há cerca de três meses trabalhando nas ruas da Lapa.
O Movimento dos Gays, Travestis e Transformistas do Rio (MGTT) e outras entidades que lutam pela diversidade sexual pediram ontem uma audiência com o governador Sérgio Cabral. Eles querem uma delegacia especializada para atender crimes relacionados à homofobia.
— Hoje, o homem bate menos na mulher porque existe a Delegacia da Mulher e a Lei Maria da Penha para punir — disse Loren Alexsander, presidente do MGTT.
Na segunda, amigos do lutador de jiu-jítsu Leonardo Loeser de Oliveira, de 27 anos, contaram, na Divisão de Homicídios (DH), que ele usava crack há mais de um ano e meio e que costumava ter relações homossexuais.
Vício do crack no lugar da faculdade
A delegada Tatiana Queiroz afastou a hipótese de crime homofóbico, já que a vítima costumava manter relações com pessoas do mesmo sexo.
— Também não descartamos a hipótese de que Leonardo possa estar sob o efeito do crack no momento do crime. Segundo relatos de amigos, ele largou a faculdade onde cursava direito para se dedicar integralmente ao vício — contou.
O laudo pericial concluiu que a vítima morreu de uma forte pancada na cabeça depois de uma luta corporal.
sexta-feira, 21 de maio de 2010
Roma: coração da cristandade é manchado por escândalos de pedofilia
De Gildas LE ROUX (AFP) – Há 8 horas
ROMA — Depois dos Estados Unidos, Irlanda e Alemanha, é a vez de Roma, capital da cristandade, transformar-se em palco de escândalos de pedofilia, através do processo contra um padre que teria tido seus crimes encobertos por um bispo.
No banco dos réus, Dom Ruggero Conti, um padre de 56 anos com aparência bonachona que pregou durante dez anos em Selva Candida, subúrbio de Roma, até a sua prisão em junho de 2008.
Convocado a depor na noite de quinta-feira, o bispo Gino Reali teve que explicar porque não agiu de imediato, quando dois jovens vieram se queixar de abusos sexuais praticados por Dom Ruggero quando eram adolescentes.
Dezenas de jornalistas e muitos simpatizantes do bispo lotaram a pequena sala da audiência, a maioria ficou de pé.
Até agora, "jamais um bispo foi interrogado em tribunal italiano sobre a sua responsabilidade moral e penal", destacou um advogado da parte civil, Nino Marazzita, durante uma entrevista à AFP.
"Acredito que o bispo é de certa forma cúmplice", declarou. O advogado de Don Ruggero, Gianfranco D'Onofrio, considera, por sua vez, "difícil de invocar a responsabilidade civil de uma diocese".
Para Nino Marazzita, "as responsabilidades atingem níveis mais altos", já que o bispo admitiu ter-se "encontrado com alguém da Congregação para a Doutrina da Fé (que trata dessas questões disciplinares) para tratar do assunto de maneira informal".
"Se ele transmitiu as informações, logicamente, uma parte da responsabilidade foi transferida para a Santa Sé", concluiu Marazzita.
Durante a audiência, Monsenhor Reali procurou justificar-se, argumentando que no início "as afirmações (que acusavam Dom Ruggero) não eram totalmente confiáveis, eu não acreditei nelas".
Em seguida, depois do relato de uma das vítimas, o bispo de Porto-Santa Rufina criou um tribunal diocesano para tratar do assunto. O caso foi, no final, arquivado porque a vítima presumível "não queria que seus pais soubessem" do caso e, por isso, não se apresentou à audiência.
Human Rights Watch writes to Zambia over homosexuals

As a gay couple in Malawi began serving a 14-year jail term for conducting an open relationship, another southern African country came under fire Friday over its treatment of gays.
New York-based rights watchdog Human Rights Watch warned that recent homophobic statements by religious leaders and government authorities in Zambia, Malawi’s neighbour to the west, was undermining that country’s fight against the HIV/AIDS pandemic.In a letter to Zambian leaders dated May 17 and released to the media late Thursday, HRW called on the government of President Rupiah Banda to condemn statements that could discourage gay men from using healthcare facilities, including HIV testing, and “erode their fundamental human rights.”The letter also called on Zambian lawmakers to decriminalize consenting homosexual conduct.Homosexual acts are banned in Zambia, as is the case in Malawi and a number of other African countries.On Thursday, a gay couple in Malawi received the maximum sentence of 14 years imprisonment with hard labour after being found guilty of engaging in acts “against the order of nature.”The case caused an international outcry and shone a light on the ongoing repression of gays across the continent.In Zambia, at least two religious leaders have recently criticized donor countries for speaking out in defense of the lesbian, gay, bisexual and transgender population.HRW quoted Bishop J.H.K. Banda, chairman of the National AIDS Council, as describing the donors efforts as being “against the traditional values of the country.”Zambia’s Anglican Council presiding bishop Robert Mumbi also recently described homosexuality as un-African – an oft-repeated refrain.Elsewhere in the region, Zimbabwe’s President Robert Mugabe has said gays were “lower than dogs and pigs” and refused to include gay rights in discussions on a new constitution.And in the central African country of Uganda, a draft bill is before parliament that would increase penalties for homosexual acts to life in prison, or even the death penalty for some offenses.HRW fears that homophobic statements will compromise efforts to prevent the spread of the deadly HIV virus in the gay community. HIV is mainly contracted through unprotected sex.”Zambia has a strong track record on addressing HIV/AIDS,” Joseph Amon, Health and Human Rights director at Human Rights Watch said in the letter. “However, promoting intolerance and creating a climate of fear will only sabotage efforts to ensure access to HIV prevention and treatment by driving men underground,” he said.Zambia’s anti-gay law, which dates to the British colonial era, violated the country’s constitution, in that the charter guarantees the right to privacy and prohibits discrimination, HRW said.The same argument has been made by human rights groups in Malawi.
terça-feira, 18 de maio de 2010
PORTUGAL APROVA CASAMENTO GAY
O Presidente optou pelo pragmatismo
Cavaco Silva resolveu falar directamente ao País para comunicar a sua decisão de promulgar, com reservas pessoais, o diploma sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Fê-lo marcando a sua posição, de resto já clara desde que, em Dezembro passado, afirmou: "A minha atenção está noutros problemas." Desta vez, porém, sublinhou que a "grave situação do País" o impedia de vetar a lei, abrindo uma guerra política que "dividiria" os portugueses. De resto, teria derrota garantia. Em ano eleitoral, Cavaco Silva optou pelo pragmatismo, em vez de uma luta quixotesca - mesmo que ela agradasse a grande parte do seu eleitorado.
Nesta matéria, não restem dúvidas de que a posição de Cavaco era de saída quase impossível. Eleito à direita, mas escolhendo o caminho tradicional de se apresentar como o Presidente de todos os portugueses, Cavaco sabia que tinha, neste caso, derrota certa. O casamento gay foi bandeira eleitoral de José Sócrates, teve maioria de votos na Assembleia e acabou dado por constitucional pelos juízes do Tribunal Constitucional (TC). Mais: vetando a legislação, abriria a hipótese de reabrir a polémica da adopção por casais homossexuais, de que procurou escapar ao convocar o TC.
Tudo jogava, assim, contra a posição de princípio do Presidente. Mas a questão não é de somenos - trata-se da maior alteração ao conceito de família inscrito na nossa matriz judaico-cristã. Daí se entender a opção do Presidente por falar directamente aos portugueses.
Mas essa opção teve um risco. O de que muitos portugueses, intimamente preocupados com a conjuntura económica e financeira que vivemos, lhe exigissem uma outra, precisamente sobre a tempestade sob que tem vivido Portugal. Que ainda não aconteceu formalmente.
Mudam os mediadores
O acordo sobre o programa nuclear iraniano, conseguido ao fim de 18 horas de negociações entre os ministros dos Negócios Estrangeiros do Brasil, da Turquia e do Irão, está longe de aplacar as dúvidas legítimas da comunidade internacional acerca dos seus objectivos últimos. Mas é um sinal dos tempos: a mediação de Brasília e de Ancara, desenvolvida discretamente durante muitos meses, depois de o regime dos ayatollahs ter recusado a oferta de troca de combustível nuclear através da Rússia e da França, com o acordo da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), abre a porta à política do comprometimento diplomático, quando já se discute, na ONU, o endurecimento do isolamento de Teerão através de um regime de sanções económicas mais vigoroso.
Quem entra em cena são as novas potências regionais emergentes, que falam de igual para igual com as autoridades iranianas e não sofrem o labéu de promover políticas de ingerência ou de pendor hegemonista com o fim de coarctar o direito dos iranianos a acederem à energia nuclear pacífica. Este acordo já se confronta com a oposição frontal de Israel e com o cepticismo da UE, na exacta medida em que os seus pormenores não são conhecidos e desconhece-se até que ponto ele será submetido pelos subscritores à AIEA. Enquanto o não for, a desconfiança é justificada.
Mas o protagonismo de Lula da Silva e de Recep Tayyp Ergodan assinala o fim do monopólio da mediação política e diplomática ao mais alto nível, por parte das grandes potências do pós-guerra.
Professora é demitida em Minas por cartaz com beijo lésbico

Ana Cláudia Barros
Um cartaz, com a insinuação de duas mulheres se beijando, provocou polêmica em uma faculdade particular em Muriaé, na Zona da Mata mineira. A peça seria usada para divulgar a 7ª Semana Acadêmica do Serviço Social, realizada pela FAMINAS, mas foi vetada pela instituição, conforme o presidente do Movimento Gay de Minas, Marcos Trajano, que acompanha o caso.
De acordo com ele, a coordenadora do curso de Serviço Social, responsável pela organização do evento, não aceitou a determinação da direção da faculdade, que impôs a alteração do cartaz. A docente, segundo Trajano, alegou que a ordem feria o código de ética da profissão, e decidiu cancelar o encontro, cujo objetivo seria discutir movimentos sociais e excluídos. Homofobia figurava entre os temas da pauta. A professora foi demitida.
- Ela disse que ou o cartaz iria daquele jeito ou a semana seria cancelada. Falou, ainda, que iria comunicar aos alunos o que estava acontecendo. E foi o que ela fez. No dia seguinte, foi demitida - conta o presidente do MGM.
Em nota de esclarecimento, divulgada hoje, a assessoria de comunicação da FAMINAS se limitou a afirmar que as atividades culturais, de pesquisa e de extensão fomentadas pela instituição "se pautam no respeito à diversidade, na busca constante da diminuição das distâncias sociais." Informou, ainda, que, diante do cancelamento, o evento será remarcado para o segundo semestre.
Questionada sobre o caso e os motivos que levaram à demissão da coordenadora do curso de Serviço Social, a assessoria comunicou que somente o procurador da instituição, Eduardo Goulart, estava habilitado para falar sobre as questões referentes à FAMINAS, e que ele estava viajando.
Alvo da polêmica
O cartaz recusado era, na verdade, a reprodução da capa da agenda 2010 do Conselho Federal de Serviço Social, em que aparecem, ainda, a imagem de um negro, um índio, um trabalhador sem-terra, um cadeirante. Para o presidente do MGM, o caso é uma demonstração explícita de demagogia.
- A faculdade se propõe a discutir a homossexualidade numa mesa, mas não se propõe a combater a homofobia de fato. É preconceituosa, e mais do que isso, como todo bom preconceito hoje, ainda é covarde, porque não assume de fato a posição que teve nos bastidores em relação a esse evento. Por outro lado, temos um ponto positivo, que foi a posição da professora, que se mostrou extremamente ética e, mais ainda, a posição dos alunos, tanto da psicologia quanto do serviço social, que denunciaram a discriminação.
Trajano adianta que o Movimento Gay de Minas encampará três ações como forma de repúdio ao episódio.
- A primeira delas é interpelar a FAMINAS, através da Lei 14.170, que é a lei de combate à homofobia do estado de Minas Gerais. Sendo uma personalidade jurídica, vamos questioná-la através dessa lei. A segunda vai ser uma denúncia junto ao MEC, porque essa postura é contrária às orientações do Plano Brasil sem Homofobia, do qual o MEC tem uma série de ações voltadas para o combate da homofobia. A terceira será um beijaço, no próximo dia 31, em frente à faculdade. Vamos levar um ônibus. Ainda não sabemos se vamos alugar um pequeno trio elétrico ou um carro de som, mas imagino umas 80 pessoas no beijaço. Já que não pode no cartaz, a gente vai ao vivo.
segunda-feira, 17 de maio de 2010
O MEU BAREBACK
domingo, 16 de maio de 2010
É na religião que os homossexuais se sentem mais discriminados

O insulto é o principal acto de discriminação sentido pelos homossexuais em Portugal. É na religião que se sentem mais discriminados, mas dizem que a reprovação é generalizada. E, por isso, tendem a esconder a orientação sexual, mesmo que, para isso, tenham de se casar ou dizer que são casados.
José Leote, coordenador do Rumos Novos, grupo homossexual católico, faz uma distinção entre o que é percepção e realidade, sublinhando, no entanto, que o sentimento de rejeição não se aplica, apenas, ao catolicismo. "A maioria das religiões condena as práticas homossexuais e não aceita quem tenha essa orientação. A Igreja Católica faz um acolhimento, mas é um acolhimento não praticante. Se a pessoa tiver uma relação homossexual e viver em união de facto, são-lhe vedados todos os sacramentos", diz.
Além da religião, os homossexuais sentem-se mais discriminados pelas forças de segurança e pelos partidos políticos, no trabalho e no acesso ao emprego. Os amigos, os bancos, a saúde e a comunicação social são os sectores que menos discriminam.
São conclusões do estudo sobre a população LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transexuais) realizado pela Universidade do Minho e que será hoje apresentado no Centro de Informação Urbana de Lisboa, Dia Mundial da Luta contra a Homofobia e Transfobia.
"Portugal ainda é um país visto como homofóbico por parte das pessoas entrevistadas, que ainda se sentem ameaçadas e discriminadas em função da sua orientação sexual e identidade de género", dizem Conceição Nogueira e João Oliveira, psicólogos coordenadores do trabalho, financiado pelo Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género.
A amostra do estudo é constituída por 519 homens e 439 mulheres, além de 11 cuja identidade de género não corresponde à apresentação física (transexuais), mas esta é uma minoria ainda mais silenciosa do que a dos homossexuais. Os psicólogos dizem que isso se deve "a uma grande estigmatização por oposição às pessoas 'homo' ou bissexuais". Em termos de orientação sexual, 45,6% são gays, 26,7% lésbicas e 25,8% bissexuais. A idade média é de 28 anos, 47,8% têm bacharelato ou licenciatura e 57,8% dizem ser de esquerda.
A população LGBT entrevistada diz ter sido insultada em função da sua orientação sexual três ou mais vezes, sendo esta a "forma mais recorrente de estigmatização efectiva a que estão sujeitas". E sentem- -se menos protegidas do que a população em geral no caso de violência doméstica, por não terem redes de apoio específicas.
Nem todas as respostas são coincidentes com a percepção de Miguel Vale de Almeida. Entende que a principal fonte de discriminação vem da própria família, mas, "como isso mistura sentimentos e afectos, as pessoas tendem a desculpabilizar", justifica. O antropólogo e deputado do PS, também envolvido no estudo, acrescenta: "Há situações mais traumáticas, como o insulto e a interpelação policial, e que, por isso mesmo, acabam por estar mais presentes na memória das pessoas." Mas a discriminação familiar é, também, abordada no estudo, embora as mulheres tendam a aceitar melhor a diferença. "O papel do pai está ao nível dos estranhos e próximo da família alargada e chefes de trabalho" no que toca à pouca abertura para aceitar outra orientação sexual.
O principal direito que os homossexuais reivindicam é o das visitas hospitalares do companheiro, sublinhando que todos são importantes: protecção em caso de violência, benefícios legais e prestações sociais, reconhecimento como encarregado dos filhos do parceiro, casamento e adopção de crianças (mais noticiário na pág. 9).
AMIGOS EM MONTREAL
sábado, 15 de maio de 2010
Ex-BBB Cadu cobra R$ 10 mil para participar de festa gay em Salvador

O ex-BBB Cadu cobrou R$ 10 mil para participar de uma festa na boate gay San Sebastian, no Rio Vermelho, em Salvador, no dia 4 de junho. De acordo com informações publicadas nesta sexta-feira, 14, pela coluna de Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, o rapaz assinou contrato para ficar duas horas no local.
Esse será o segundo 'brother' que aparece na capital baiana. A primeira foi Angélica, que participou de um evento temático chamado 'Morango com champagne' na Off Club, na Barra.
No site oficial da San Sebastian ainda não há confirmação sobre a festa. Cadu ficou em terceiro lugar no reality show e faturou o prêmio de R$ 50 mil.
Vencedor – Outro que ganha muito dinheiro após o confinamento é Marcelo Dourado. Ele tem cobrado cachê de R$ 20 mil para comparecer a eventos e, em seus contratos, o lutador deixa claro que passará apenas duas horas no local para tirar fotos e dar autógrafos.
Depois de ter faturado R$ 1,5 milhão no Big Brother Brasil 10, Dourado contratou uma agência de São Paulo para negociar suas aparições.
sexta-feira, 14 de maio de 2010
Lady Gaga canta “Don’t Stop Believing” ao lado de Elton John
Foto: Reprodução
A cantora Lady Gaga está com tudo. E para provar o tamanho de seu prestígio, a estrela pop participou de um show em comemoração ao 21º aniversário da Rainforest Foundation, ONG internacional que cuida das florestas de todo o mundo, ao lado de artistas consagrados como Elton John, Sting, Bruce Springsteen, Shirley Bassey e Blondie.
Lady Gaga cantou a canção “Don’t Stop Believing”, do Journey, que recentemente voltou à paradas de sucesso graças a uma versão feita pelo elenco do seriado musical “Glee”. O show aconteceu no Carnegie Hall, em Nova York.
terça-feira, 11 de maio de 2010
Farmácia da USP chama gays à 'Festa Brega' após jornal hostilizá-los

“O Parasita” pedia para alunos jogarem fezes em gays em troca de ingresso.
Atlética do curso repudia jornal e fará assembleia contra periódico.
Kleber Tomas
Organizadores da tradicional "Festa Brega" da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP divulgaram nota neste sábado (24) para criticar e repudiar o jornal “O Parasita”, que incitava estudantes a agredir gays em troca de convites para a festa. Na sexta-feira (23), matéria do G1 mostrou que a página 2 do periódico, que é produzido por alunos do curso de farmácia, fazia a promoção polêmica.
“O Parasita lança um desafio, jogue merda em um viado, que você receberá, totalmente grátis, um convite de luxo para a Festa Brega 2010. Contamos com a colaboração de todos”, diz trecho do texto assinado por “Joãozinho Zé-Ruela”, pseudônimo do autor que ainda não foi identificado.
A Defensoria Pública do Estado e a Coordenadoria de Políticas da Diversidade Sexual vão denunciar o jornal por homofobia à Secretaria de Justiça. Existe a possibilidade ainda de “O Parasita” ser investigado pela Polícia Civil por apologia ao crime ao incitar a violência.
A Associação Atlética Acadêmica de Farmácia e Bioquímica, responsável pelas atividades esportivas da faculdade e organizadora da “Festa Brega”, afirma em nota (leia íntegra abaixo) que não tem qualquer vínculo com “O Parasita”. Reforça ainda, na mesma nota, que o “conteúdo envergonha a todos nossos representantes e associados” e “que é contra toda e qualquer forma de discriminação”. Os responsáveis pelo jornal não foram encontrados para comentar o assunto.
Leia íntegra da nota:
“São Paulo, 23 de abril de 2010.
NOTA OFICIAL
A Associação Atlética Acadêmica de Farmácia e Bioquímica, máxima entidade esportiva da Faculdade de Ciências Farmacêutica da Universidade de São Paulo (FCF – USP), vem à imprensa enfatizar que não está, de maneira alguma, vinculada à publicação independente intitulada “O Parasita” cujo conteúdo envergonha a todos os nossos representantes e associados. Sem ligação nem controle sobre o conteúdo da citada publicação, a Associação Atlética Acadêmica de Farmácia e Bioquímica afirma que é contra toda e qualquer forma de discriminação.
De forma desrespeitosa e leviana, a “Festa Brega”, evento realizado pela Associação Atlética Acadêmica de Farmácia e Bioquímica, foi citada na infeliz publicação que faz da nossa entidade vítima de uso indevido de imagem. A “Festa Brega” é o evento social mais tradicional das entidades estudantis da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo, com histórico exemplar, sem qualquer repercussão negativa desde sua primeira edição, realizada em 1988, e em momento algum premiará pessoa alguma por condutas criminosas. A Associação Atlética Acadêmica de Farmácia e Bioquímica sempre assegurou e continuará assegurando o bem-estar de todos aqueles que participam de seus eventos.
A Associação Atlética Acadêmica de Farmácia e Bioquímica é uma entidade fundada em 1962 que visa promover atividades esportivas e sociais, fortalecendo a união e a harmonia.
Atenciosamente,
Fernando Diniz Presidente
Agnaldo Rezende Junior Vice Presidente
Alexandre de Castro Libanore Diretor Social”
Gays convidados
Por telefone, Guilherme Loverbeck, de 20 anos, segundo anista do curso de farmácia, representante da atlética afirmou na manhã deste sábado ao G1 que a “Festa Brega” é aberta para todos os tipos de público e que os “gays, lésbicas e pessoas de qualquer orientação sexual estão convidadas”.
"É uma festa democrática aberta a todo mundo e a todos os cursos. Não tem qualquer ligação com esse jornal ['O Parasita']”, disse o estudante Loverbeck, que afirma também ser tesoureiro do Centro Acadêmico de Farmácia e Bioquímica. Segundo ele, a festa deve ocorrer em outubro, mas ainda não tem local e nem dia definido. Para entrar na festa é preciso comprar um ingresso. O valor também não foi determinado.
Dimitri Sales, coordenador de Políticas para a Diversidade Sexual, afirmou que também estuda a possibilidade de pedir o cancelamento da festa na Justiça. “Vou me reunir com os organizadores da festa para saber o que eles têm a dizer. Em princípio, eles negam qualquer vínculo com o jornal que publicou o texto homofóbico”, disse Sales por telefone. Ele também irá registrar boletim de ocorrência contra “O Parasita” na Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) por injúria e incitação à violência. Isso deve ocorrer na segunda-feira (26).
A defensora Maíra Diniz, coordenadora do núcleo de combate à discriminação, racismo e preconceito, disse que irá denunciar o periódico por homofobia à Comissão Processante Especial da Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania do Estado de São Paulo.
Assembleia geral
Ainda, de acordo com o representante da atlética, o centro acadêmico e a Faculdade de Ciências Farmacêuticas devem realizar uma assembleia até o final da próxima semana para decidir quais medidas serão tomadas contra “O Parasita”.
“´O Parasita´ usa a sigla da faculdade [FCF] sem autorização dela. O jornal ainda fala em nome dos estudantes de farmácia sem ter qualquer reconhecimento da atlética ou do centro acadêmico. Esse jornal é feito de forma clandestina, não é oficial. Nós não o apoiamos”, afirmou Loverbeck. Segundo ele, só dois jornais são reconhecidos oficialmente como sendo do curso: “O Kapha” (inativo há três anos) e “Yuloloh?!”.
domingo, 9 de maio de 2010
Herói inexistente reúne ases das histórias em quadrinhos

'As Incríveis Aventuras do Escapista' traz último trabalho de Will Eisner, com galeria de autores de comics
Vingador: com agilidade ele consegue escapar de qualquer tipo de prisão. Foto: Reprodução
Jotabê Medeiros - O Estado de S. Paulo
SÃO PAULO - Duas semanas e meia antes de morrer, em 3 de janeiro de 2005, o desenhista Will Eisner entregou nas mãos da editora Diana Schutz seis páginas com sua derradeira história do Spirit, feita sob encomenda. Tratava-se de um encontro entre o Spirit e um herói misterioso, O Escapista, Mestre do Subterfúgio, vigilante que na verdade nunca existiu.
Essas seis páginas finais de Eisner passaram a integrar um extraordinário álbum em quadrinhos lançado esta semana no Brasil pela editora Devir Livraria: Michael Chabon Apresenta As Incríveis Aventuras do Escapista. Trata-se de uma série imaginada pela editora americana Dark Horse em 2007. O pressuposto: convidar um dream team de quadrinhistas e roteiristas de quadrinhos para criar aventuras para O Escapista, um personagem incidental do escritor americano Michael Chabon no livro As Incríveis Aventuras de Kavalier & Clay, ganhador do Prêmio Pulitzer em 2001.
Fã de gibis, Chabon realizou em seu romance o sonho de legiões de admiradores de quadrinhos: criou um personagem sob medida para a Era de Ouro dos comics, situada entre os anos 1940 e 1950. O Escapista é descrito por ele como "o maior super-herói esquecido da Era de Ouro", uma espécie de "Pé Grande do mundo dos quadrinhos"; sua saga teria sido uma espécie de achado arqueológico que ele empreendeu entre as caixas de gibis antigos do seu primo Artur.
Tudo isso é mitologia inventada por Chabon para ser incorporada ao universo romanesco do livro que ganhou o Pulitzer, no qual os heróis são dois jovens primos judeus, Joe Kavalier e Sam Clayman. Kavalier e Clay tentam se firmar no admirável mundo novo das histórias em quadrinhos dos Estados Unidos na década de 1930. São, a seu modo, alter egos de personagens reais, como Jerry Siegel e Joe Schuster, os autores do Super-Homem, e Bob Kane, o autor de Batman.
A dupla fictícia cria um personagem, O Escapista, identidade sob a qual se abriga o deficiente físico Tom Mayflower. "Encaixado" na cronologia que lhe for mais conveniente no período, o herói é livre para citar e ocupar vácuos da Era de Ouro dos comics (em uma de suas capas, aparece durante a 2.ª Guerra Mundial dando um cruzado de direita no vilão Adolf Hitler).
Chabon chacoalhou a cultura pop. Encarou aspectos escamoteados desse universo, entre eles, a presença gay no meio de autores e personagens: Sam Clay enfrenta o desafio de assumir sua opção sexual. "A vida, minha vida, tem sido rica de ‘personagens’ gays. Como esperar que qualquer ficção que deseja ser encarada como plausível negligencie tal realidade?", disse Chabon.
As Incríveis Aventuras do Escapista, o gibi derivado do romance, não se saiu tão bem em sua temporada nas livrarias de comics americanas: lançado em episódios, durou somente oito edições. Depois dessa marca, a Dark Horse decidiu cancelar o título, mas sem abrir mão dele totalmente. Em 2006, publicou nova história com o badalado Brian K. Vaughan como convidado. Na edição da Devir, são 15 autores ao todo; além de Vaughan, estão no livro, entre outros, Harvey Pekar (de American Splendor), Howard Chaykin (deAmerican Flagg), Kevin McCarthy (Tomb Raider e Alien 8), Roger Petersen (Monstro do Pântano), Steve Lieber (autor da história original de Estrada para Perdição), e os escritores Chris Offutt, autor do romance The Good Brother; Glen David Gold, de Carter Beats the Devil.
Tour. Como todos os personagens farsescos, O Escapista (cuja especialidade, como um David Copperfield de máscara, é escapar de qualquer prisão, cadeado, cordas ou grilhões) vai fazendo seu tour revisionista no álbum. Howard Chaykin (que esteve no Brasil no fim dos anos 80, para uma palestra na Escola Panamericana de Arte) coloca o herói no encalço das obras de "arte degenerada" desaparecidas na Alemanha nazista.
Como no filme Bastardos Inglórios, de Tarantino, os heróis de Chabon puderam fazer sua versão da História, o que inclui sarcástica autocrítica. "Em anos posteriores, em outras mãos, O Escapista atuava por diversão. As preferências tinham mudado, os escritores estavam entediados e todos os roteiros lógicos tinham se esgotado. (...) Transformaram a série num tipo peculiar de paródia invertida de todo o gênero de heróis fantasiados. Seu queixo ficou maior e mais enfaticamente encrespado, e seus músculos hipertrofiaram até ele ficar inchado", escreve Malachi Cohen.
Chabon conta que, quando começou a pesquisar para fazer As Incríveis Aventuras de Kavalier & Clay, foi se encontrar com Will Eisner e perguntou a ele por que todos os grandes desenhistas dos anos 30 e 40 eram judeus. Eisner respondeu que, naquela época, para um jovem judeu, essa era a única chance de postular trabalho nas artes gráficas. Todas as outras portas estavam fechadas.
No fim do livro, Chabon definiu seu romance como "uma combinação entre imaginação selvagem, parceria entre homens, arte popular e fracasso comercial com ressonância". Antes, no prefácio, fez questão de ressaltar aquela que foi sua pedra de toque: "Finalmente, quero deixar registrado aqui o profundo débito que tenho nesta obra e em tudo o mais ao trabalho do falecido Jack Kirby, o Rei dos Quadrinhos." Kirby foi um dos criadores do Capitão América (ao lado de Joe Simon). O Escapista é um herói à altura do modelo.
Um fã de Borges e Chandler
"Ele nunca negligencia o potencial metafórico ou musical de uma expressão, e faz disso um meio de intensificar o significado. Suas escolhas desse nível de expressão básica fazem com que a gente o sinta vital, surpreendente, vivo", diz o crítico norte-americano Wyatt Mason, especialista em Rimbaud, sobre a literatura de Michael Chabon, o motivador (e consultor) do álbum em quadrinhos abordado nesta página, O Escapista (Devir Livraria, 192 págs., R$ 44,50).
O autor que conseguiu a façanha de ser levado a sério tanto pela crítica "séria" quanto por Hollywood e pelas histórias em quadrinhos, publicou seu primeiro romance, Mysteries of Pittsburgh, em 1988. É um pacato pai de família casado e tem quatro filhos do segundo casamento com Ayelet Waldman (o primeiro foi com Lollie Groth, colega na Universidade da Califórnia, com quem casou em 1987 e se divorciou em 1991). Seu nome pode ser visto tanto nos créditos do Homem-Aranha 2 quanto na lista de vencedores do prestigioso Prêmio Pulitzer, que ele ganhou em 2001 com As Incríveis Aventuras de Kavalier & Clay (Editora Record, 2003). Escreveu outros livros de sucesso, como Wonder Boys (1995) eThe Yiddish Policemen’s Union (2007).
Seu livro mais recente é Manhood for Amateurs, inspirado nas colunas que escreveu para a revista Details, publicação chique de moda masculina (o anterior, Maps and Legends, é uma seleção de seus textos e ensaios freelance escritos para publicações como New York Review of Books). Chabon ainda acha tempo para jogos literários: inventou um pseudônimo para si, August Van Zorn, sob o qual escreveu o livro In the Black Mill,homenageando H.P. Lovecraft.
Chabon, além de amar HQs, é fã do rock inglês e da trupe Monty Phyton. Também cita como influências uma miríade de autores: Arthur Conan Doyle, Ray Bradbury, Donald Barthelme, Borges, García Márquez, Chandler, Updike, Philip Roth e Fitzgerald.