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terça-feira, 29 de junho de 2010

Minorias ganham centro de combate à homofobia e intolerância religiosa



O governo estadual vai inaugurar na próxima quinta-feira um centro unificado de referência contra a homofobia, a intolerância religiosa e a discriminação a portadores de HIV. Para viabilizar o projeto, a Secretaria de Segurança Pública cedeu o sétimo andar do prédio da Central do Brasil, com área total de 1.500 metros quadrados. O espaço foi completamente reformado, em obras que duraram seis meses. Ali, ficarão concentradas ações de apoio psicológico e jurídico, além de seminários, workshops e cursos.

O secretário estadual de Assistência Social e Direitos Humanos, Ricardo Henriques, destaca a importância da abordagem integrada e técnica que será feita no novo espaço. O projeto pretende não só levar atendimento ao seu público-alvo, como também produzir conhecimento. Já estão previstos para este ano 32 cursos e seminários. A capacitação na área de cidadania incluirá a formação de 3.500 policiais.

O espaço teve a arquitetura planejada para atender as pessoas que procurarem atendimento. Há espaços reservados para vítimas ou testemunhas de casos de violência, que poderão sair do prédio por um elevador reservado, evitando a exposição. A partir de quinta-feira, também começa, em fase experimental, o serviço de teleatendimento Disque Cidadania LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros), que receberá denúncias e dará orientações sobre diversos temas. O serviço estará disponível 24 horas por dia no telefone 0800-0234567.

O novo centro também sediará a gestão do programa Rio Sem Homofobia, que reúne 12 secretarias estaduais em ações de promoção da cidadania LGBT. Estão reservados R$ 7 milhões por ano pelo estado, além de R$ 1,5 milhão da União, para iniciativas ligadas ao programa. O espaço terá ainda o Núcleo de Monitoramento de Crimes contra LGBT, que centralizará informações de casos de violência contra esse público.

terça-feira, 22 de junho de 2010

"Não sou gay e não tenho nada contra quem é", diz o cantor Daniel


A TARDE On Line

O cantor Daniel resolveu rebater os comentários de que seria homossexual. "Não sou gay. Também não tenho nada contra quem é. Talvez, as pessoas questionem minha sexualidade pelo fato de ocultar meus relacionamentos”, declarou o cantor ao Jornal da Tarde.

O sertanejo disse que sua opção sexual sempre foi alvo de boatos. Casado há pouco mais de um mês com a bailarina Aline de Pádua, com quem tem uma filha (Lara, de sete meses), Daniel revelou que teve uma fase bem mulherengo, mas agora vive uma nova etapa, a vida de homem comprometido.

No entanto, o cantor declarou que não queria casar, mas resolveu atender ao pedido da namorada. "O fato de estarmos bem juntos já bastava para mim. Mas a Aline queria, então acabei me casando", disse.

Questionado sobre o que achava de artistas que tinham coragem de se assumir gay, Daniel foi enfático: "A pessoa tem de assumir aquilo que é". Em seguida, levantou uma dúvida: "Será que se eu fosse gay as pessoas teriam outros sentimentos em relação a mim?".

sábado, 19 de junho de 2010

Ex-BBB protagoniza cena de nu e beijo Gay numa peça de teatro

Camila Hage, Fernando Bacalow e Tiago Pessoa

Depois de temporadas de sucesso em Brasília, Salvador, Belo Horizonte e no teatro paulistano Ruth Escobar, o espetáculo "Três Possibilidades" reestreia no Bibi Ferreira dia 19/06 com novo ator no elenco.

Agora a quente história dos amigos Alexia, Vinícius e Leo está sendo encenada por Camila Hage, Tiago Pessoa e Fernando Bacalow, mas conhecido como “Justin” do BBB7.

A peça, inspirada livremente na obra "3 Formas de Amar", de Andrew Fleming, começa com os personagens masculinos dividindo um apartamento.

Vinícius é o estereótipo do hétero pegador, enquanto o outro ainda tem dúvidas sobre a própria sexualidade e não raro surpreende-se observando o companheiro de casa com outros olhos.

A rotina dos rapazes é sacudida com a chegada de Alexia (Camila Hage), moça acelerada que logo de cara se encanta com Leo. O trio passa então a tentar administrar o desejo que um sente pelo outro, morrendo de medo que a amizade termine sendo afetada.

Com cena de nu protagonizada pelo delicioso Fernando Bacalow e de beijo entre os rapazes, "Três Possibilidades" promete continuar sendo o mesmo sucesso de sempre.

Três Possibilidades
De 19/06 a 24/07 - Sábados - 23:59h
Teatro Bibi Ferreira
Av. Brigadeiro Luis Antônio, 931 - Bela Vista
São Paulo - SP
(11) 3105 3129
Ingressos: R$ 40,00 e meia-entrada

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Thammy Miranda faz ensaio inspirado em apresentadora gay

Inspiração é o casamento de Ellen DeGeneres com sua esposa Portia de Rossi

Thammy Miranda que casará no dia 23 de setembro com a ex-musa do time São Caetano, Jenifer Ferracine fará um ensaio fotográfico inspirado no casamento da apresentadora dos estados unidos Ellen DeGeneres e da sua esposa Portia de Rossi, as fotos irão ilustrar o encarte do convite de casamento de Thammy e Jenifer.

“Aos poucos o tabu sobre o casamento gay vai deixando de existir, gays como Ellen DeGeners, Rick Martin, craques de futebol e até galãs de novelas, deveriam assumir sua condição. Como podemos criar nosso filhos escondendo deles o que existe lá fora? Falar sobre sexualidade homossexual também faz parte da educação de uma criança” declara Thammy.

domingo, 6 de junho de 2010

Minorias aos milhões Mais do que o retrato de uma classe, a parada gay de São Paulo é um retrato do povo brasileiro

A Parada do Orgulho GLBT de São Paulo é o maior evento do gênero no mundo. Estima-se que mais de 3 milhões de pessoas passaram pela última e a tendência é que o número aumente este ano. Mais de 3 milhões de gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros, incluindo uma parcela significativa de simpatizantes. É um evento que nasceu da busca pela cidadania, respeito e direitos iguais, mas hoje se assemelha a um carnaval fora de época, com sexo livre pelas ruas, consumo desenfreado de drogas e bebidas, assaltos e uma programação intensa de festas paralelas nos clubes da cidade. E daí?

Pesquisas apontam como 10% a parcela de gays entre a população. Infelizmente, ainda é esperar muito que 10% da população brasileira (ou paulistana), seja educadinha, politizada, limpinha e com a libido sob controle. Mais do que um retrato de uma classe, a parada é um retrato do povo brasileiro ? e é importante que seja assim. É desejável e seria louvável que a parada fosse mais organizada, politizada, limpa e segura ? mas não é esse ainda o país em que vivemos. E os gays não vivem num mundo à parte. Mais do que dar um bom exemplo, a parada está aí para dar exemplos. Ser homossexual não é prova de caráter.


Questiona-se por que a parada paulistana se tornou tão grande. Não é fácil entender? São Paulo é das maiores cidades do mundo. O brasileiro é "um povo carnavalesco", com poucas opções de divertimento. Pronto. A importância da parada hoje se dá principalmente pelo seu volume. E talvez o volume seja mais importante do que o foco. São esses milhões que podem parar a Av. Paulista e emporcalhar as ruas. Milhões ? não é um personagem coadjuvante a cada quatro novelas ou um rapazinho no fundo da classe. É importante que as pessoas vejam. E se os clubes resolvem fazer festas, as empresas resolvem distribuir publicidade, qual é o mal?

Estamos no mês dos namorados. Propagandas com casaizinhos apaixonados rodam na TV. Os gays não estão lá. O homossexual ainda está longe de ter sua representatividade na mídia, nas artes. Entre os artistas, só assumem os que não conseguem disfarçar. Galã não pode se assumir gay porque ? diz-se ? vai afastar o público feminino. O adolescente que começa a se perceber diferente não se reconhece ? não tem exemplos ? "eu não sou afeminado", "não gosto de homens musculosos". É difícil se assumir diferente quando exemplos são só estereótipos.

Diz-se que a parada reforça estereótipos. Bem, são 3 milhões de pessoas, a imensa maioria tão neutra fisicamente quanto qualquer imensa maioria. Natural que, entre cem manos de bermuda e boné, uma drag queen se destaque. Natural que a imprensa prefira fotografar alguns milhares de drags e transexuais do que alguns milhões de manos. Mas quem está na parada vê o que qualquer homossexual com alguma estrada pode ver diariamente ? que os gays são seus colegas, dentistas, açougueiros, professores, cobradores de ônibus e pais de família.

Pode-se alegar que hoje já não há tanto preconceito ? os gays não estão sempre no Big Brother? (Já chegaram até a ganhar!) Mas a homossexualidade ainda é vista como uma coisa distante ? "não na minha família!". O que é visto com simpatia na televisão ou na Av. Paulista tem outros olhos dentro de casa ? e olhares de ódio em outras cidades.

Frases de senso comum são proferidas em programas de TV por pretensas simpatizantes bem-intencionadas: "Adoro os gays, mas não gostaria que meu filho fosse porque sei que ele sofreria com o preconceito". Por que não ouvimos "adoro os gordos, mas não gostaria que meu filho fosse"? Provavelmente, no meio artístico, alguém acima do peso é fruto de tanto preconceito quanto um homossexual. Mas sempre se pode emagrecer.

Os exemplos servem para vencer o preconceito. Para quê? Para que não tenha tanta gente apanhando, para que não tenha tanto gay se matando; para que não tenha tanto marido fugindo de noite de casa para pegar garoto de programa na rua; enfim, para que as mães possam aceitar e educar seus filhos para serem mais limpinhos, educadinhos, saudáveis e politizados. A palavra de ordem é "diversidade" e a Parada GLBT ? com orgulho ou não ? está aí para mostrar isso.

SANTIAGO NAZARIAN, ESCRITOR, É AUTOR DE

FERIADO DE MIM MESMO, ENTRE OUTROS



No dia da Parada, héteros famosos se jogam no apoio à causa gay


Os tempos não andam nada cor-de-rosa para os homossexuais. Apesar da Parada do Orgulho Gay de São Paulo - que acontece neste domingo (06) - reunir milhões de pessoas, pesquisa recente do Datafolha aponta que a maioria dos brasileiros é contra a adoção de crianças por casais homosexuais, o projeto que criminaliza a homofobia (Projeto de Lei da Câmara PLC - 122/2006) se arrasta a passos lentos pelos corredores do Congresso Nacional e uma parte da mídia - durante o reality show Big Brother Brasil 10 - recentemente difundiu o termo heterofobia (o ódio dos homossexuais pelos héteros) colocando em campos opostos pessoas que seguem orientações sexuais diversas. Mas é importante ressaltar e sublinhar que muitos heterossexuais se engajam na luta pelos direitos dos gays e são no mínimo "simpatizantes" - esse termo importante esquecido no meio de tantas siglas do movimento homossexual. O Virgula conversou com alguns héteros famosos que entendem a cultura gay como algo positivo e não ameaçador ou aniquilador dos chamados "bons valores".

"É muita viadagem esse lance de homofobia", diz brincando o jornalista e escritor Xico Sá - que durante algum tempo assinou a Coluna Macho da Revista da Folha de São Paulo. "Os gays tem uma contribuição enorme para a cultura no mundo. Tudo seria mais sem graça, sem humor, sem inteligência, se não existissem os homossexuais", finaliza.

Um mundo mais tolerante é também a proposta deAdriane Galisteu. Amiga de inúmeros gays, a apresentadora que está grávida de seu primeiro filho, pretende através da educação que ele aprenda a respeitar o diferente e que isso facilitará para que ele não se torne homofóbico: "Meu maior tesouro para o Vittorio é fazer com que ele tenha uma belíssima educação, tanto numa boa escola como nos valores que posso passar como o respeito pelas diferenças. Eu ficaria muito feliz se ele visse uma pessoa diferente dele e a respeitasse.

Britto Júnior, apresentador da Record, percebe que ainda tem muito preconceito em relação aos gays. "O que existe ainda é discriminação, e isso sim precisa ser combatido. Essa festa [a Parada Gay] é um momento de consolidação desse público, pela causa já ter sido abraçada", diz se referindo ao enorme número de pessoas - gays e héteros - que comparece na Parada de São Paulo.

"Frequento boates gays e já fui na Parada Gay em São Paulo. Eu sou a favor da causa sim. As pessoas tem que ser livres para amar e serem felizes. Sou contra todo nenhum tipo de discriminação. Acho importante as pessoas lutarem pelos seus ideais. E eu amo muito os gays, eles colorem as nossas vidas", relata a atriz e apresentadora Ellen Rocche.

O convívio com os gays pode ser muito positivo como relata Supla. "Eu tive uma namorada que uma vez me falou: 'Vou pegar na sua neca'. E eu pensei: 'O que é isso?'. Eu faço descoloração no salão de Celso Kamura e lá todo mundo fala 'arrasa', 'bofe' e aí fiquei sabendo que neca era pênis", fala o roqueiro para depois soltar uma risada.

Com isso surgiu um dos seus últimos hits: Arrasa, Bi

"Sou a favor de cada um, cada um e o respeito é essencial para quem vive em socidade, por isso discriminar os gays não está com nada". Perguntamos para o Supla se ele já sofreu preconceito pelo seu visual estiloso e único, já que roupas mais ousadas são associadas aos homossexuais. Sempre anárquico, rebateu: "Enquanto o cara tá me enchendo o saco, a namorada dele quer sair comigo".

Para muito longe do discurso pernóstico da heterofobia e uma suposta rivalidade com os gays, cada vez mais héteros conscientes de uma sociedade mais justa e tolerante arrasam no apoio à causa gay.

Confira a galeria: